Em 1531, quando Martin Afonso de Souza
chegou ao Brasil, ao ancorar no Tumiaru (hoje São Vicente), já encontrou um português de nome João Ramalho vivendo entre os índios guayanazes. O aglomerado de portugueses, índios e mamelucos, no planalto, em território da Capitania de São Vicente, próximo à taba do Cacique Tibiriçá, originou uma vila, para a qual João Ramalho solicitou oficialização, ao então Governador Geral do Brasil, Tomé de Souza.
Finalmente, a 08 de abril de 1553,
solenemente, com a presença do Capitão-Mor e Ouvidor Antônio de Oliveira, acompanhado de Braz Cubas, provedor da Fazenda Real, foi levantado o "pelourinho", símbolo dos foros de Vila, que no ato recebeu o nome de Vila de Santo André da Borda do Campo, sendo João Ramalho nomeado Alcaide . Os padres jesuítas, que já possuíam um colégio na Vila de São Vicente, obtiveram autorização para instalar outro na nova Vila de João Ramalho, vindo a ser instalado o Colégio de São Paulo (dentro dos termos da Vila, isto é, dentro do raio de três léguas da sede), onde foi realizada a primeira missa a 25 de janeiro de 1554. Em 1560, tendo se formado um bairro em torno do Colégio São Paulo e estando a Vila ameaçada por ataques constantes dos índios Carijós, insuflados pelos franceses instalados na Guanabara, o Governador Geral do Brasil, Mem de Sá, ordenou que se mudasse o "pelourinho" para o pátio do Colégio, declarando extinta a Vila de Santo André,originando assim, a Vila de São Paulo de Piratininga.
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